99 CONTRA 1
Tudo era previsível. O aumento da passagem já havia sido anunciado com antecedência, durante a campanha eleitoral, e a declarada “decência” limitava-se apenas a um aumento abaixo do índice de inflação. A grande vilã econômica, mas não a única, a inflação.
Para a população restava a digestão de mais um aumento, mais um acréscimo, mais um degrau no complicado e abusivo custo de vida do brasileiro. O absurdo custo de vida brasileiro.
O movimento iniciou-se pequeno, mínimo, reunindo brasileiros comuns revoltados, afinal, o custo mais uma vez aumenta, mas e a qualidade? A qualidade é um desejo que se transforma em depressão, decepção, sempre.
O transporte público não é suficiente, não possui qualidade, e a sua representatividade financeira, frente ao vergonhante salário mínimo, assusta, assombra.
Quando o movimento iniciou-se muitos destrataram o seu valor, afinal, o Brasil é um país passivo, manifestações são raras, microscópicas e inefetivas, mas apesar de desacreditados, os manifestantes não sem abalaram, continuaram protestando, lutando pelo seu legítimo – e nobre – valor.
O grito despertou.
O grito despertou uma revolta acostumada ao pequeno alcance de solitárias mãos. O grito despertou uma multidão desacreditada e multiplicou a sua ação.
O transporte público não é suficiente. A saúde não é suficiente. A educação. A segurança. O Brasil possui inúmeros motivos para se revoltar, para se fazer ouvir e efetivamente cobrar uma nova direção.
O que iniciou-se mínimo, ganhou proporção. O brasileiro despertou. As revindicações se multiplicaram. Todos anseiam pelo fim da corrupção, pela devida punição dos envolvidos, pela destituição de seus cargos, incontáveis políticos condenados pelos seus atos, e pelo despreparo de atender satisfatoriamente a sua população.
O nosso grito anseia por uma resposta, por uma proposta, de quem está a frente e ostenta o trabalho de representar a sua população.
Somos 99% da população.
Despertamos para a mudança que anseia revolução.
Faça parte, faça história, e sem violência, faça a revolução.
Escrevemos o começo de um novo Brasil.
NOVIDADE DELICIOSA
E a nova sensação musical global se autodenomina LORDE, uma adolescente de apenas (e impressionantes) 16 anos de idade, responsável pelo elogiado The Love Club, uma seleção de 5 deliciosas canções que tem conquistado a atenção da crítica e público.
Com letras sagazes e uma voz marcante, Ella Yelich-O’Connor (nome de batismo) tornou-se o mais novo fenômeno musical neozelandês, graças ao sucesso arrebatador de “Royals”, seu primeiro single de trabalho.
Por conta da incontável quantidade de execuções de “Royals”, desde já uma das melhores canções de 2013, eu acredito que The Love Club é apenas um começo muito promissor para essa colegial neozelandesa.
A RESSUREIÇÃO DO EDITORS
Após o lançamento do irregular e (quase) desprezível In This Light And On This Evening, álbum lançado no longínquo ano de 2009, o grupo britânico Editors retoma a boa forma com o lançamento de The Weight oF Your Love, uma renovada promessa ao que se pode observar ao conferir o novo single ”A Ton Of Love”, uma deliciosa variação entre o energético U2 e o hipnótico Joy Division.
A primorosa produção é obra de Jacquire King, responsável por álbuns célebres de artistas como Tom Waits, Norah Jones, Of Monsters And Men e Kings Of Leon.


















